Botafogo busca saída para transfer bans, encontra obstáculo em débito por Almada e ganha fôlego com situação de Santi
soufogao.com
6/17/20262 min ler


Em meio aos esforços para derrubar os transfer bans impostos pela Fifa, o Botafogo mantém conversas diretas com a MLS, principal credora entre os processos que resultaram nas sanções. A liga norte-americana cobra cerca de R$ 191,9 milhões do clube. As tratativas são conduzidas por Eduardo Iglesias, diretor da SAF alvinegra, ao lado de dois advogados especializados, sendo um deles dos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo portal “GE” nesta quarta-feira (17).
O cenário, porém, está longe de uma solução rápida. Os débitos que originaram as punições estão ligados às contratações de Thiago Almada, junto ao Atlanta United, e de Santiago Rodríguez, ex-New York City. No caso de Almada, o Botafogo chegou a firmar um acordo para quitar a pendência após uma primeira sanção da Fifa, mas efetuou apenas uma das parcelas previstas, o que resultou em uma nova punição. Nos bastidores, a informação é de que a MLS não demonstra interesse em um novo parcelamento e exige a quitação integral do valor devido, conforme publicou o “GE”.
Já no caso de Santiago Rodríguez, o Botafogo enxerga um caminho mais favorável para avançar nas tratativas. A possibilidade de um acordo com pagamento parcelado segue em discussão e conta com um aliado importante nos bastidores: o empresário Marcelo Claure, acionista do New York City e parceiro de Gabriel de Alba na GDA Luma. A proximidade entre as partes é vista como um fator que pode facilitar a construção de uma solução para encerrar o impasse.
Ao mesmo tempo, o Botafogo segue cumprindo as etapas previstas no processo de recuperação judicial em andamento na Justiça do Rio de Janeiro. Em decisão recente, a Justiça reconheceu que o clube não tem condições de quitar de imediato os valores que originaram os transfer bans e determinou que a Fifa seja formalmente comunicada. A partir dessa notificação, caberá à entidade máxima do futebol avaliar a manutenção ou suspensão das sanções aplicadas antes do pedido de recuperação judicial, cenário que já teve precedentes favoráveis em situações semelhantes.
