Administradora da Eagle é quem vai decidir novo dono da SAF do Botafogo, diz site; Gabriel de Alba mantém negócios com Ares
soufogao.com
6/4/20262 min ler


A GDA Luma segue como a principal candidata a assumir o controle da SAF do Botafogo. Em reportagem publicada nesta quinta-feira (4), o portal “GE” detalhou os bastidores do processo de venda da participação da Eagle Football no clube e destacou que a decisão sobre o futuro acionista majoritário não caberá diretamente a John Textor, mas à Cork Gully LLP, administradora judicial da Eagle Bidco, empresa que detém 90% das ações da SAF alvinegra.
As propostas recebidas pelo presidente do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins, já foram encaminhadas à Cork Gully LLP, responsável por conduzir o processo de venda da participação da Eagle Bidco na SAF alvinegra. De acordo com o "GE", quatro grupos aparecem oficialmente na disputa pelo controle do clube.
De acordo com o “GE”, a GDA Luma ganhou força na disputa pela SAF do Botafogo também por conta da relação de seu sócio-diretor, Gabriel de Alba, com a Ares. Segundo a reportagem, o executivo mantém negócios com o fundo de investimentos em diferentes partes do mundo e nunca demonstrou resistência a negociar com a empresa, fator que tem sido visto como um diferencial no processo.
A proximidade entre as partes é considerada um elemento importante nas tratativas, especialmente diante da necessidade de alinhamento com credores e investidores envolvidos na estrutura da Eagle Football. Nesse cenário, a GDA Luma aparece como a candidata mais bem posicionada para assumir o controle da SAF alvinegra.
Apesar do favoritismo da GDA Luma, a MasterCom Capital ainda acredita que pode mudar o rumo da disputa. Segundo o “GE”, o grupo pretende apresentar uma nova proposta na tentativa de superar a concorrente e convencer a Cork Gully LLP de que possui o melhor projeto para assumir o controle da SAF do Botafogo.
A administradora judicial, responsável por conduzir o processo de venda da participação da Eagle Bidco, afirma que a escolha será baseada em critérios que garantam estabilidade e sustentabilidade ao clube. Entre os pontos analisados estão a viabilidade de um projeto de longo prazo, a capacidade de equacionar dívidas consideradas urgentes e o compromisso de manter uma equipe competitiva dentro de campo.
Nos bastidores, integrantes do clube social acompanham o processo com atenção e acreditam que o passivo atual do Botafogo esteja próximo de R$ 3 bilhões. A solução para essa dívida é vista como um dos fatores centrais para a definição do novo controlador da SAF, já que o futuro investidor precisará demonstrar capacidade financeira para garantir a saúde econômica do clube sem comprometer o desempenho esportivo.
